Batman completa 75 ano em 2014, veja a sua evolução.

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bat1A primeira adaptação de Batman para outra mídia foi essa série surgida em 1943. Lewis Wilson interpretava o Homem-Morcego que aqui era um agente do governo americano e lutava contra o Dr. Daka, um agente japonês. Robin era vivido por Douglas Croft. Apesar do uniforme tosco e da mudança na história em relação às HQs, esta série introduziu elementos que foram incorporados aos quadrinhos mais tarde. Exemplos: a batcaverna e a passagem secreta atrás de um relógio para chegar ao esconderijo.

fto_ft1_13506A segunda aparição do Homem-Morcego fora dos quadrinhos aconteceu em 1949 na série Batman & Robin. Neste ano o uniforme era essa belezura que você vê aí na foto acima. O Batman era vivido por Robert Lowery.

fto_ft1_13496Em 1966 Batman ganhava sua série de TV. Durou só três temporadas mas foi o suficiente para marcar Adam West para sempre – positiva ou negativamente, dependendo do ângulo. O seriado também ficou cravado no centro da cultura pop televisiva e rendeu até um longa-metragem para o cinema, o primeiro do Homem-Morcego.

Aqui, Adam West usa um colante como uniforme, já que nem se pensava em armaduras. Essa vestimenta rendeu a West o apelido de “Batman gordinho”, o que é até injusto. Afinal, ele não era gordo mesmo, pelo contrário. É que a roupa era um colante, oras.

fto_ft1_13497Apenas em 1989 o Homem-Morcego retorna aos cinemas, dessa vez em grande estilo numa superprodução. Com direção de Tim Burton, Batman – O Filme tem Jack Nicholson como o Coringa e o não tão convincente Michael Keaton vivendo o herói. Uma das grandes curiosidades na época era como seria o uniforme. Seria um colante como nos anos 60? O diretor optou por uma espécie de armadura, o que caiu bem.

fto_ft1_13498Batman – O Retorno saiu em 1992 e novamente Tim Burton é o diretor e Michael Keaton vive o Homem-Morcego. O herói enfrenta o Pingüim, aqui interpretado por Danny DeVito. Novamente o herói usa uma armadura muito parecida com a do longa anterior.

fto_ft1_13499Em 1995 tudo mudou para o Homem-Morcego. Batman Eternamente chega com Joel Schumacher como diretor e com Tim Burton apenas na produção. Também saiu Michael Keaton do papel principal e entrou Val Kilmer. O visual do Batman começa até parecido com o dos filmes anteriores, mas já trazia diferenças no design. Ao longo da história de Batman Eternamente o herói surge com uma nova vestimenta e já mostra o estilo um tanto quanto exagerado de Schumacher.

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Como aqui por exemplo!

 

 

 

 

fto_ft1_13501O ano era 1997 foi a vez de chegar aos cinemas Batman & Robin. O diretor foi novamente Joel Schumacher, mas o ator principal mudou: saiu Val Kilmer e entrou George Clooney. O visual, no início, era uma armadura preta até que razoavelmente discreta, mas…

fto_ft1_13502…o que dizer deste uniforme? Não é à toa que Batman & Robin foi eleito há algum tempo um dos piores filmes já feitos. O longa enterrou a franquia do Homem-Morcego durante vários anos.

fto_ft1_13503O retorno do herói aos cinemas aconteceu apenas em 2005 e seu conceito foi totalmente reformulado. O estilo foi muito mais próximo com o dos quadrinhos, o que os fãs adoraram. O diretor é Christopher Nolan e o ator principal é Christian Bale. O visual é novamente uma armadura, totalmente preta e funcional.

fto_ft1_13504O mesmo acontece em Batman – O Cavaleiro das Trevas. Aqui também vemos o Homem-Morcego com sua vestimenta especial e com alguns detalhes diferentes da que foi mostrado em Batman Begins.

fto_ft1_13505Em Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge vemos Christian Bale com um uniforme muito parecido com o que usou em O Cavaleiro das Trevas. É esta imagem que você vê acima e continua com o conceito de armadura que protege o herói nos combates com os inimigos.

Agora só falta mesmo a Warner divulgar a primeira imagem de Ben Affleck como o Homem-Morcego. A ideia é que seja algo bem diferente do que vimos nos longas com Christian Bale. Está ansioso?

Fonte: http://ocapacitor.uol.com.br/

Ainda sobre os 75 anos do Homem Morcego, vamos conhecer um pouco sobre um fã alagoano que é colecionador dos artigos que envolvem o Batman, seja jogo, action figures, desenhos e o que encontra pela frente.

Jonathan quando começou sua paixão pelo Batman? E por coleção?

No início dos anos 90 e diferente da maioria não foi  por causa das HQs mas sim pelos bonecos que, quando criança, eu era cheio. Culpa dos meus pais. Fiquei com a imagem daquele personagem preto com orelhas pontudas até que vi pela primeira vez o Batman do Tim Burton, com aquele visual dark e o incrível Batmóvel . Aquilo marcou. A paixão aumentou com os, bons e péssimos, filmes, a série animada de 1999. Mas o negócio ficou sério quando Cris Nolan lançou o Batman Begins.  A coleção só veio entrar de vez quando consegui o primeiro emprego.

Já fez alguma loucura para comprar algo para sua coleção?

Loucura,  loucura, ainda não. Mas sempre penso nos action figure da Hot Toys do Batman que são perfeitos, infelizmente nosso imposto é bastante traiçoeiro ao nosso bolso e adquirir uma peça dessas por aqui custa muito caro. Algo que precisará de uma loucura.
O que seus pais, namorada (se tiver) e amigos acham disso, eles gostam?

Muitas vezes sou alvo de piadas dos amigos, pois, por ser uma paixão, às vezes excedo nas redes sociais o assunto Batman. Já minha mãe, ela é a culpada, então curte bastante. Ela só não está gostando muito da minha, digamos próximas aquisição que será uma tattoo do Morcego.

Qual o conselho que você pode deixar para quem tem vontade de colecionar e seguir o seu personagem ou super-heróis favoritos.

Estou começando agora, mas já posso afirmar que a principal é ter paixão pela coisa, pois é isso que me faz ouvir, “Não acredito que você pagou valor X num boneco/gibi?”, e ficar numa boa. A segunda é a paciência. Se você tem outras prioridades ou as condições financeiras não ajudam, não adianta querer fazer alguma loucura e depois se arrepender daquilo. Paciência lhe ajudará a se organizar para assim poder adquirir aquilo que você quer acrescentar em sua coleção.

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       Foto de alguns itens da coleção.

 

Por Rafael Bezerra

 

Robocop de Elite – José Padilha conseguiu

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Eufórico! Essa é a palavra para traduzir o meu sentimento após a sessão do filme do brasileiríssimo José Padilha, ROBOCOP! Superou e muito minha expectativa, não é só mais um remake com uma nova maquiagem, é muito mais, trata-se de um filme com uma pegada bem diferente do estamos acostumado a ver por ai.

Muita câmera na mão, ação contagiante, a trilha, a fotografia, tudo muito bem executado, a cena do tiroteio no escuro foi excepcional, a luta contra os robôs ED-209 fantástica, é faca nos robôs, aliás, na caveira.

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A História basicamente é a mesma, o policial Alex Murphy é ferido mortalmente e o resto do seu corpo é adaptado para uma armadura cibernética, transformando-o na mais eficiente máquina de combate da força policial do país, só que dessa vez conhecemos um pouco mais do policial antes do acidente, sua relação com a família e amigos, sua parte profissional, sua dedicação, tudo isso faz com que nossa relação com o Robocop seja mais afetiva.

A questão socioeconômica dos EUA é trabalhada de forma um tanto quanta sarcástica por Patrick “Pat” Novak interpretado por Samuel L. Jackson, anfitrião da The Novak Element e proeminente defensor do controle do crime mecanizado. Quem sabe no futuro algo parecido venha a acontecer.

Não sei por que muitos americanos fizeram críticas negativas contra esse Robocop, o que será que os machucou? Vai entender.

No geral fiquei muito feliz e espero que Padilha volte em breve para o circuito “Hollywoodiano”

Alguns comentários de quem já viu:

“Pra mim um filme surpreendente. Apesar da minha memória afetiva me fazer lembrar do Robocop original como um filme de ação ele sempre foi um filme de crítica social. Padilha pegou isso e pôs em outro patamar. Ver um brasileiro usar os milhões de Hollywood para criticar a política externa norte americana, a China, cenário político/ bélico mundial, as corporações que focam resultados acima de tudo, o pouco valor da vida humana no mundo dos negócios e a manipulação da mídia e da opinião foi algo prazeroso de ver. Muitos queriam mais ação, mas pra isso existem vários blockbusters saindo, mas um filme que trás consigo uma crítica tão clara é algo raro. No primeiro Tropa o Padilha criticou o Rio, no segundo o Brasil e no Robocop o mundo!”

Igor Mêda – Empresário, Publicitário, Nerd e cada dia mais fã do Padilha.

“Eu não tava sentindo muita firmeza pelo remake do Robocop quando assisti o trailer pela primeira vez, a sensação que eu tinha era que o resultado tinha ficado muito fora do original Robocop. Mas o resultado pra mim foi surpreendente, foi muito além do que eu esperava. A trama é muito boa, o realismo dos efeitos especiais tão bom quanto, mas pra mim o principal prevaleceu, a essência do Robocop e as menções ao antigo clássico, como o seu andar característico e a sua pertubação psicológica constante.”

Tom Carvalho – Web designer

 

Por Rafael Bezerra